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(Projeto de Lei nº 379/06, do Executivo, aprovado na forma de Substitutivo do
Legislativo)
Dispõe sobre a ordenação dos elementos que compõem a paisagem urbana do
Município de São Paulo.
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GILBERTO KASSAB, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que
lhe são conferidas por lei, faz saber que a Câmara Municipal, em sessão de 26 de
setembro de 2006, decretou e eu promulgo a seguinte lei: |
CAPÍTULO I
DOS OBJETIVOS, DIRETRIZES, ESTRATÉGIAS E DEFINIÇÕES |
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Art. 1º. |
Esta lei dispõe sobre a ordenação dos elementos que compõem a paisagem
urbana, visíveis a partir de logradouro público no território do Município de
São Paulo. |
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Art. 2º. |
Para fins de aplicação desta lei, considera-se paisagem urbana o espaço
aéreo e a superfície externa de qualquer elemento natural ou construído, tais
como água, fauna, flora, construções, edifícios, anteparos, superfícies
aparentes de equipamentos de infra-estrutura, de segurança e de veículos
automotores, anúncios de qualquer natureza, elementos de sinalização urbana,
equipamentos de informação e comodidade pública e logradouros públicos, visíveis
por qualquer observador situado em áreas de uso comum do povo. |
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Art. 3º. |
Constituem objetivos da ordenação da paisagem do Município de São Paulo
o atendimento ao interesse público em consonância com os direitos fundamentais
da pessoa humana e as necessidades de conforto ambiental, com a melhoria da
qualidade de vida urbana, assegurando, dentre outros, os seguintes:
I - o bem-estar estético, cultural e ambiental da população;
II - a segurança das edificações e da população;
III - a valorização do ambiente natural e construído;
IV - a segurança, a fluidez e o conforto nos deslocamentos de veículos e
pedestres;
V - a percepção e a compreensão dos
elementos referenciais da paisagem;
VI - a preservação da memória
cultural;
VII - a preservação e a visualização
das características peculiares dos
logradouros e das fachadas;
VIII - a preservação e a visualização
dos elementos naturais tomados em seu
conjunto e em suas peculiaridades ambientais
nativas;
IX - o fácil acesso e utilização das
funções e serviços de interesse coletivo nas
vias e logradouros;
X - o fácil e rápido acesso aos
serviços de emergência, tais como bombeiros,
ambulâncias e polícia;
XI - o equilíbrio de interesses dos
diversos agentes atuantes na cidade para a
promoção da melhoria da paisagem do
Município. |
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Art. 4º. |
Constituem diretrizes a serem observadas na colocação dos elementos que
compõem a paisagem urbana:
I - o livre acesso de pessoas e bens à infra-estrutura urbana;
II - a priorização da sinalização de interesse público com vistas a não
confundir motoristas na condução de veículos e garantir a livre e segura
locomoção de pedestres;
III - o combate à poluição visual, bem como à degradação ambiental;
IV - a proteção, preservação e recuperação do patrimônio cultural, histórico,
artístico, paisagístico, de consagração popular, bem como do meio ambiente
natural ou construído da cidade;
V - a compatibilização das modalidades de anúncios com os locais onde possam ser
veiculados, nos termos desta lei;
VI - a implantação de sistema de fiscalização efetivo, ágil, moderno, planejado
e permanente. |
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Art. 5º. |
As estratégias para a implantação da política da paisagem urbana são as
seguintes:
I - a elaboração de normas e programas específicos para os distintos setores da
Cidade, considerando a diversidade da paisagem nas várias regiões que a compõem;
II - o disciplinamento dos elementos presentes nas áreas públicas, considerando
as normas de ocupação das áreas privadas e a volumetria das edificações que, no
conjunto, são formadoras da paisagem urbana;
III - a criação de novos padrões, mais restritivos, de comunicação
institucional, informativa ou indicativa;
IV - a adoção de parâmetros de dimensões, posicionamento, quantidade e
interferência mais adequados à sinalização de trânsito, aos elementos
construídos e à vegetação, considerando a capacidade de suporte da região;
V - o estabelecimento de normas e diretrizes para a implantação dos elementos
componentes da paisagem urbana e a correspondente veiculação de publicidade;
VI - a criação de mecanismos eficazes de fiscalização sobre as diversas
intervenções na paisagem urbana. |
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Art. 6º. |
Para os efeitos de aplicação desta lei, ficam estabelecidas as
seguintes definições:
I - anúncio: qualquer veículo de comunicação visual presente na paisagem visível
do logradouro público, composto de área de exposição e estrutura, podendo ser:
a) anúncio indicativo: aquele que visa apenas identificar, no próprio local da
atividade, os estabelecimentos e/ou profissionais que dele fazem uso; b)
anúncio publicitário: aquele destinado à veiculação de publicidade, instalado
fora do local onde se exerce a atividade; c) anúncio especial: aquele que possui características específicas, com
finalidade cultural, eleitoral, educativa ou imobiliária, nos termos do disposto
no art. 19 desta lei;
II - área de exposição do anúncio: a área que compõe cada face da mensagem do
anúncio, devendo, caso haja dificuldade de determinação da superfície de
exposição, ser considerada a área do menor quadrilátero regular que contenha o
anúncio; III - área livre de imóvel edificado: a área descoberta existente entre a
edificação e qualquer divisa do imóvel que a contém; IV - área total do anúncio: a soma das áreas de todas as superfícies de
exposição do anúncio, expressa em metros quadrados; V - bem de uso comum: aquele destinado à utilização do povo, tais como as áreas
verdes e institucionais, as vias e logradouros públicos, e outros; VI -
bem de valor cultural: aquele de interesse paisagístico, cultural,
turístico, arquitetônico, ambiental ou de consagração popular, público ou
privado, composto pelas áreas, edificações, monumentos, parques e bens tombados
pela União, Estado e Município, e suas áreas envoltórias; VII - espaço de utilização pública: a parcela do espaço urbano passível de uso e
fruição pela população; VIII - mobiliário urbano é o conjunto de elementos que podem ocupar o espaço
público, implantados, direta ou indiretamente, pela Administração Municipal, com
as seguintes funções urbanísticas:
a) circulação e transportes;
b) ornamentação da paisagem e ambientação urbana;
c) descanso e lazer;
d) serviços de utilidade pública;
e) comunicação e publicidade;
f) atividade comercial;
g) acessórios à infra-estrutura;
IX - fachada: qualquer das faces externas de uma edificação principal ou
complementar, tais como torres, caixas d'água, chaminés ou similares;
X - imóvel: o lote, público ou privado, edificado ou não, assim definido:
a) imóvel edificado: aquele ocupado total ou parcialmente com edificação
permanente;
b) imóvel não-edificado: aquele não ocupado ou ocupado com edificação
transitória, em que não se exerçam atividades nos termos da legislação de uso e
ocupação do solo;
XI - lote: a parcela de terreno resultante de loteamento, desmembramento ou
desdobro, contida em uma quadra com, pelo menos, uma divisa lindeira a via de
circulação oficial;
XII - testada ou alinhamento: a linha divisória entre o imóvel de propriedade
particular ou pública e o logradouro ou via pública. |
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Art. 7º. |
Para os fins desta lei, não são considerados anúncios:
I - os nomes, símbolos, entalhes, relevos ou logotipos, incorporados à fachada
por meio de aberturas ou gravados nas paredes, sem aplicação ou afixação,
integrantes de projeto aprovado das edificações;
II - os logotipos ou logomarcas de postos de abastecimento e serviços, quando
veiculados nos equipamentos próprios do mobiliário obrigatório, como bombas, densímetros e similares;
III - as denominações de prédios e condomínios;
IV - os que contenham referências que indiquem lotação, capacidade e os que
recomendem cautela ou indiquem perigo, desde que sem qualquer legenda, dístico
ou desenho de valor publicitário;
V - os que contenham mensagens obrigatórias por legislação federal, estadual ou
municipal;
VI - os que contenham mensagens
indicativas de cooperação com o Poder
Público Municipal, Estadual ou Federal;
VII - os que contenham mensagens indicativas de órgãos da Administração Direta;
VIII - os que contenham indicação de monitoramento de empresas de segurança com
área máxima de 0,04m² (quatro decímetros quadrados);
IX - aqueles instalados em áreas de proteção ambiental que contenham mensagens
institucionais com patrocínio;
X - os que contenham as bandeiras dos cartões de crédito aceitos nos
estabelecimentos comerciais, desde que não ultrapassem a área total de 0,09m²
(nove decímetros quadrados);
XI - os "banners" ou pôsteres indicativos dos eventos culturais que serão
exibidos na própria edificação, para museu ou teatro, desde que não ultrapassem
10% (dez por cento) da área total de todas as fachadas;
XII - a denominação de hotéis ou a sua logomarca, quando inseridas ao longo da
fachada das edificações onde é exercida a atividade, devendo o projeto ser
aprovado pela Comissão de Proteção à Paisagem Urbana - CPPU;
XIII - a identificação das empresas nos veículos automotores utilizados para a
realização de seus serviços. |
CAPÍTULO II
DAS NORMAS GERAIS |
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Art. 8º. |
Todo anúncio deverá observar, dentre outras, as seguintes normas:
I - oferecer condições de segurança ao público;
II - ser mantido em bom estado de conservação, no que tange a estabilidade,
resistência dos materiais e aspecto visual;
III - receber tratamento final adequado em todas as suas superfícies, inclusive
na sua estrutura;
IV - atender as normas técnicas pertinentes à segurança e estabilidade de seus
elementos;
V - atender as normas técnicas emitidas pela Associação Brasileira de Normas
Técnicas - ABNT, pertinentes às distâncias das redes de distribuição de energia
elétrica, ou a parecer técnico emitido pelo órgão público estadual ou empresa
responsável pela distribuição de energia elétrica;
VI - respeitar a vegetação arbórea significativa definida por normas específicas
constantes do Plano Diretor Estratégico;
VII - não prejudicar a visibilidade de sinalização de trânsito ou outro sinal de
comunicação institucional, destinado à orientação do público, bem como a
numeração imobiliária e a denominação dos logradouros;
VIII - não provocar reflexo, brilho ou intensidade de luz que possa ocasionar
ofuscamento, prejudicar a visão dos motoristas, interferir na operação ou
sinalização de trânsito ou, ainda, causar insegurança ao trânsito de veículos e
pedestres, quando com dispositivo elétrico ou com película de alta reflexividade;
IX - não prejudicar a visualização de bens de valor cultural. |
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Art. 9º. |
É proibida a instalação de anúncios em:
I - leitos dos rios e cursos d'água, reservatórios, lagos e represas, conforme
legislação específica;
II - vias, parques, praças e outros logradouros públicos, salvo os anúncios de
cooperação entre o Poder Público e a iniciativa privada, a serem definidos por
legislação específica, bem como as placas e unidades identificadoras definidas
no § 6º do art. 22 desta lei;
III - imóveis situados nas zonas de uso estritamente residenciais, salvo os
anúncios indicativos nos imóveis regulares e que já possuíam a devida licença de
funcionamento anteriormente à Lei nº 13.430, de 13 de setembro de 2002;
IV - postes de iluminação pública ou de rede de telefonia, inclusive cabines e
telefones públicos, conforme autorização específica, exceção feita ao mobiliário
urbano nos pontos permitidos pela Prefeitura;
V - torres ou postes de transmissão de energia elétrica;
VI - nos dutos de gás e de abastecimento de água, hidrantes, torres d'água e
outros similares;
VII - faixas ou placas acopladas à sinalização de trânsito;
VIII - obras públicas de arte, tais como pontes, passarelas, viadutos e túneis,
ainda que de domínio estadual e federal;
IX - bens de uso comum do povo a uma distância inferior a 30,00m (trinta metros)
de obras públicas de arte, tais como túneis, passarelas, pontes e viadutos, bem
como de seus respectivos acessos;
X - nos muros, paredes e empenas cegas de lotes públicos ou privados, edificados
ou não;
XI - nas árvores de qualquer porte;
XII - nos veículos automotores, motocicletas, bicicletas e similares e nos
"trailers" ou carretas engatados ou desengatados de veículos automotores,
excetuados aqueles utilizados para transporte de carga. |
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Art. 10. |
É proibido colocar anúncio na paisagem que:
I - oblitere, mesmo que parcialmente, a visibilidade de bens tombados;
II - prejudique a edificação em que estiver instalado ou as edificações
vizinhas;
III - prejudique, por qualquer forma, a insolação ou a aeração da edificação em
que estiver instalado ou a dos imóveis vizinhos;
IV - apresente conjunto de formas e cores que se confundam com as convencionadas
internacionalmente para as diferentes categorias de sinalização de trânsito;
V - apresente conjunto de formas e cores que se confundam com as consagradas
pelas normas de segurança para a prevenção e o combate a incêndios. |
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Art. 11. |
A aprovação do anúncio indicativo nas edificações e áreas enquadradas
como Zonas de Preservação Cultural - ZEPEC e nos bens de valor cultural fica
condicionada à prévia autorização da Secretaria Municipal de Planejamento -
SEMPLA e da Secretaria Municipal de Cultura - SMC, nos termos do art. 125 da Lei
nº 13.885, de 23 de agosto de 2004. |
CAPÍTULO III
DA ORDENAÇÃO DA PAISAGEM URBANA |
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Art. 12. |
Para os efeitos desta lei, considera-se, para a utilização da paisagem
urbana, todos os anúncios, desde que visíveis do logradouro público em movimento
ou não, instalados em:
I - imóvel de propriedade particular, edificado ou não;
II - imóvel de domínio público, edificado ou não;
III - bens de uso comum do povo;
IV - obras de construção civil em lotes públicos ou privados;
V - faixas de domínio, pertencentes a redes de infra-estrutura, e faixas de
servidão de redes de transporte, de redes de transmissão de energia elétrica, de
oleodutos, gasodutos e similares;
VI - veículos automotores e motocicletas;
VII - bicicletas e similares;
VIII - "trailers" ou carretas engatados ou desengatados de veículos automotores;
IX - mobiliário urbano;
X - aeronaves em geral e sistemas aéreos de qualquer tipo.
§ 1º. Para fins do disposto neste artigo, considera-se visível o anúncio
instalado em espaço externo ou interno da edificação e externo ou interno dos
veículos automotores, excetuados aqueles utilizados para transporte de carga.
§ 2º. No caso de se encontrar afixado em espaço interno de qualquer edificação,
o anúncio será considerado visível quando localizado até 1,00m (um metro) de
qualquer abertura ou vedo transparente que se comunique diretamente com o
exterior. |
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Seção I
Do Anúncio Indicativo em Imóvel Edificado, Público ou Privado
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Art. 13. |
Ressalvado o disposto no art. 16 desta lei, será permitido somente um
único anúncio indicativo por imóvel público ou privado, que deverá conter todas
as informações necessárias ao público.
§ 1º. Os anúncios indicativos deverão atender as seguintes condições:
I - quando a testada do imóvel for inferior a 10,00m (dez metros) lineares, a
área total do anúncio não deverá ultrapassar 1,50m² (um metro e cinqüenta
decímetros quadrados);
II - quando a testada do imóvel for igual ou superior a 10,00m (dez metros)
lineares e inferior a 100,00m (cem metros lineares), a área total do anúncio não
deverá ultrapassar 4,00m² (quatro metros quadrados);
III - quando o anúncio indicativo for composto apenas de letras, logomarcas ou
símbolos grampeados ou pintados na parede, a área total do anúncio será aquela
resultante do somatório dos polígonos formados pelas linhas imediatamente
externas que contornam cada elemento inserido na fachada;
IV - quando o anúncio indicativo estiver instalado em suportes em forma de
totens ou estruturas tubulares, deverão eles estar contidos dentro do lote e não
ultrapassar a altura máxima de 5,00m (cinco metros), incluídas a estrutura e a
área total do anúncio.
§ 2º. Não serão permitidos anúncios que descaracterizem as fachadas dos imóveis
com a colocação de painéis ou outro dispositivo.
§ 3º. Não serão permitidos anúncios instalados em marquises, saliências ou
recobrimento de fachadas, mesmo que constantes de projeto de edificação aprovado
ou regularizado.
§ 4º. O anúncio indicativo não poderá avançar sobre o passeio público ou
calçada.
§ 5º. Nas edificações existentes no alinhamento, regulares e dotadas de licença
de funcionamento, o anúncio indicativo poderá avançar até 0,15m (quinze
centímetros) sobre o passeio.
§ 6º. Os anúncios deverão ter sua projeção ortogonal totalmente contida dentro
dos limites externos da fachada onde se encontram e não prejudicar a área de
exposição de outro anúncio.
§ 7º. Será admitido anúncio indicativo no frontão de toldo retrátil, desde que a
altura das letras não ultrapasse 0,20m (vinte centímetros), atendido o disposto
no "caput" deste artigo.
§ 8º. Não serão permitidas pinturas, apliques ou quaisquer outros elementos com
fins promocionais ou publicitários, que sejam vistos dos logradouros públicos,
além daqueles definidos nesta lei.
§ 9º. A altura máxima de qualquer parte do anúncio indicativo não deverá
ultrapassar, em nenhuma hipótese, a altura máxima de 5,00m (cinco metros).
§ 10. Na hipótese do imóvel, público ou privado, abrigar mais de uma atividade,
o anúncio referido no "caput" deste artigo poderá ser subdividido em outros,
desde que sua área total não ultrapasse os limites estabelecidos no § 1º deste
artigo.
§ 11. Quando o imóvel for de esquina ou tiver mais de uma frente para logradouro
público oficial, será permitido um anúncio por testada, atendidas as exigências
estabelecidas neste artigo. |
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Art. 14. |
Ficam proibidos os anúncios indicativos nas empenas cegas e nas
coberturas das edificações. |
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Art. 15. |
Nos imóveis edificados, públicos ou privados, somente serão permitidos
anúncios indicativos das atividades neles exercidas e que estejam em
conformidade com as disposições estabelecidas na lei de uso e ocupação do solo
em vigor e possuam as devidas licenças de funcionamento.
Parágrafo único. Não serão permitidos, nos imóveis edificados, públicos ou
privados, a colocação de "banners", faixas ou qualquer outro elemento, dentro ou
fora do lote, visando chamar a atenção da população para ofertas, produtos ou
informações que não aquelas estabelecidas nesta lei. |
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Do Anúncio Indicativo em Imóvel Público ou Privado Situado em Lotes com Testada
Igual ou Superior a 100 Metros Lineares |
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Art. 16. |
Nos imóveis públicos ou privados com testada igual ou maior que 100,00m
(cem metros) lineares poderão ser instalados 2 (dois) anúncios com área total
não superior a 10,00m² (dez metros quadrados) cada um.
§ 1º. As peças que contenham os anúncios definidos no "caput" deste artigo
deverão ser implantadas de forma a garantir distância mínima de 40,00m (quarenta
metros) entre elas.
§ 2º. A área total dos anúncios definidos no "caput" deste artigo não deverá, em
nenhuma hipótese, ultrapassar 20,00m² (vinte metros quadrados). |
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Do Anúncio Indicativo em Imóvel Não-Edificado, Público ou Privado
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Art. 17. |
Não será permitido qualquer tipo de anúncio em imóveis não-edificados,
de propriedade pública ou privada, ressalvado o disposto no parágrafo único
deste artigo.
Parágrafo único. Caso seja exercida atividade na área não-edificada, que possua
a devida licença de funcionamento, poderá ser instalado anúncio indicativo,
observado o disposto no art. 13 desta lei. |
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Do Anúncio Publicitário em Imóvel Público ou Privado
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Art. 18. |
Fica proibida, no âmbito do Município de São Paulo, a colocação de
anúncio publicitário nos imóveis públicos e privados, edificados ou não. |
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Dos Anúncios Especiais |
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Art. 19. |
Para os efeitos desta lei, os anúncios especiais são classificados em:
I - de finalidade cultural: quando for integrante de programa cultural, de plano
de embelezamento da cidade ou alusivo a data de valor histórico, não podendo sua
veiculação ser superior a 30 (trinta) dias, conforme decreto específico do
Executivo, que definirá o projeto urbanístico próprio;
II - de finalidade educativa, informativa ou de orientação social, religiosa, de
programas políticos ou ideológicos, em caso de plebiscitos ou referendos
populares;
III - de finalidade eleitoral: quando destinado à propaganda de partidos
políticos ou de seus candidatos, na forma prevista na legislação federal
eleitoral;
IV - de finalidade imobiliária, quando for destinado à informação do público
para aluguel ou venda de imóvel, não podendo sua área ultrapassar 1,00m² (um
metro quadrado) e devendo estar contido dentro do lote.
§ 1º. Nos anúncios de finalidade cultural e educativa, o espaço reservado para o
patrocinador será determinado pelos órgãos municipais competentes.
§ 2º. Os anúncios referentes à propaganda eleitoral deverão ser retirados no
prazo máximo de 15 (quinze) dias, a contar da data da realização das eleições ou
plebiscitos. |
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Art. 20. |
A veiculação de anúncios especiais relacionados a eventos culturais ou
empreendimentos imobiliários sediados nos limites do Centro Histórico do
Município de São Paulo dependerá de análise prévia e autorização dos órgãos
competentes. |
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Seção II
Do Anúncio Publicitário no Mobiliário Urbano
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Art. 21. |
A veiculação de anúncios publicitários no mobiliário urbano será feita
nos termos estabelecidos em lei específica, de iniciativa do Executivo. |
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Art. 22. |
São considerados como mobiliário urbano de uso e utilidade pública os
seguintes elementos, dentre outros:
I - abrigo de parada de transporte público de passageiro;
II - totem indicativo de parada de ônibus;
III - sanitário público "standard";
IV - sanitário público com acesso universal;
V - sanitário público móvel (para feiras livres e eventos);
VI - painel publicitário/informativo;
VII - painel eletrônico para texto informativo;
VIII - placas e unidades identificadoras de vias e logradouros públicos;
IX - totem de identificação de espaços e edifícios públicos;
X - cabine de segurança;
XI - quiosque para informações culturais;
XII - bancas de jornais e revistas;
XIII - bicicletário;
XIV - estrutura para disposição de sacos plásticos de lixo e destinada à
reciclagem;
XV - grade de proteção de terra ao pé de árvores;
XVI - protetores de árvores;
XVII - quiosque para venda de lanches e produtos em parques;
XVIII - lixeiras;
XIX - relógio (tempo, temperatura e poluição);
XX - estrutura de suporte para terminal de Rede Pública de Informação e
Comunicação;
XXI - suportes para afixação gratuita de pôster para eventos culturais;
XXII - painéis de mensagens variáveis para uso exclusivo de informações de
trânsito;
XXIII - colunas multiuso;
XXIV - estações de transferência;
XXV - abrigos para pontos de táxi.
§ 1º. Abrigos de parada de transporte público de passageiros são instalações de
proteção contra as intempéries, destinados aos usuários do sistema de transporte
público, instalados nos pontos da parada e terminais, devendo, em sua concepção,
ter definidos os locais para veiculação de publicidade e os painéis informativos
referentes ao sistema de transporte e sua integração com o metropolitano.
§ 2º. Totem indicativo de parada de ônibus é o elemento de comunicação visual
destinado à identificação da parada de ônibus, quando houver impedimento para
instalação de abrigos.
§ 3º. Sanitários "standard" e com acesso universal são instalações higiênicas
destinadas ao uso comum, sendo implantados em praças e nos terminais de
transporte de uso coletivo, e os chamados sanitários públicos móveis instalados
em feiras livres e eventos.
§ 4º. Painel publicitário informativo é o painel luminoso para informação a
transeuntes, consistindo num sistema de sinalização global para a cidade, que
identificará mapas de áreas, marcação dos pontos de interesse turístico,
histórico e de mensagens de caráter educativo.
§ 5º. Painel eletrônico para texto informativo consiste em painéis luminosos ou
totens orientadores do público em geral, em relação aos imóveis, paisagens e
bens de valor histórico, cultural, de memória popular, artístico, localizados no
entorno e ainda com a mesma função relativamente a casas de espetáculos, teatros
e auditórios.
§ 6º. Placas e unidades identificadoras de vias e logradouros públicos são
aquelas que identificam as vias e logradouros públicos, instaladas nas
respectivas confluências.
§ 7º. Totens de identificação de espaços e edifícios públicos são elementos de
comunicação visual destinados à identificação dos espaços e edifícios públicos.
§ 8º. Cabine de segurança é o equipamento destinado a abrigar policiais durante
24 horas por dia, com acesso externo tipo balcão para atendimento dos
transeuntes, com capacidade para prestação de primeiros socorros, contendo
pequeno sanitário, além de espaço para detenção provisória de, pelo menos, 1
(uma) pessoa.
§ 9º. Quiosques são equipamentos destinados à comercialização e prestação de
serviços diversos, implantados em praças e logradouros públicos, em locais e
quantidades a serem estipuladas pelo Poder Público Municipal, sem prejuízo do
comércio local regularmente estabelecido e do trânsito de pedestres.
§ 10. As bancas para a comercialização de jornais e revistas, instaladas em
espaços públicos, obedecerão a um cronograma de instalação, decorrente da
aprovação do desenho do mobiliário em relação ao desenho urbano e da aprovação
de sua instalação naquele espaço específico.
§ 11. Bicicletário é o equipamento destinado a abrigar bicicletas do público em
geral, adaptável a estações de metrô, ônibus e trens, escolas e instituições.
§ 12. Grade de proteção de terra ao pé de árvores é aquela elaborada em forma de
gradil, destinada à proteção das bases de árvores em calçadas, podendo servir de
piso no mesmo nível do pavimento das referidas calçadas.
§ 13. Protetores de árvore são aqueles elaborados em forma de gradil protetor da
muda ou arbusto, instalados em vias, logradouros ou outros espaços públicos,
tais como praças, jardins e parques, de acordo com projetos paisagísticos
elaborados pelo Poder Público Municipal ou pelo concessionário, em material de
qualidade não agressivo ao meio ambiente.
§ 14. As lixeiras, destinadas ao descarte de material inservível de pouco
volume, serão instaladas nas calçadas, em pontos e intervalos estratégicos, sem
prejuízo do tráfego de pedestres ou de pessoas com deficiência ou mobilidade
reduzida.
§ 15. Relógios/termômetros são equipamentos com iluminação interna, destinados à
orientação do público em geral quanto ao horário, temperatura e poluição do
local, podendo ser instalados nas vias públicas, nos canteiros centrais e nas
ilhas de travessia de avenidas.
§ 16. Estrutura de suporte para terminal da Rede Pública de Informação e
Comunicação são estruturas destinadas a conter equipamentos de informática,
compondo terminais integrados ao "hardware" da Rede Pública Interativa de
Informação e Comunicação, a serem instalados em locais públicos abrigados, de
intenso trânsito de pedestres.
§ 17. Suportes para afixação gratuita de pôsteres são elementos estruturados
para receber a aplicação de pequenos pôsteres do tipo "lambe-lambe", que
promovem eventos culturais, sem espaço para publicidade.
§ 18. Painéis de mensagens variáveis para uso exclusivo de informações de
trânsito são equipamentos eletrônicos destinados a veicular mensagens de caráter
exclusivamente informativo e de utilidade no que se refere ao sistema viário e
de trânsito da cidade.
§ 19. Colunas multiuso são aquelas destinadas à fixação de publicidade, cujo
desenho deve ser compatível com o seu entorno, podendo abrigar funções para
suporte de equipamentos de serviços, tais como quiosques de informação e venda
de ingressos.
§ 20. Estações de transferência são locais protegidos para passageiros de ônibus
em operações de transbordo.
§ 21. Abrigos para pontos de táxi são instalações de proteção contra as
intempéries, destinadas à proteção dos usuários do sistema regular de táxis,
devendo, em sua concepção, definir os locais para veiculação de publicidade e
painéis informativos referentes ao sistema de transporte e sua integração com o
metropolitano. |
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Art. 23. |
Os elementos do mobiliário urbano não poderão:
I - ocupar ou estar projetado sobre o leito carroçável das vias;
II - obstruir a circulação de pedestres ou configurar perigo ou impedimento à
locomoção de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida;
III - obstruir o acesso a faixas de travessias de pedestres, escadas rolantes ou
entradas e saídas de público, sobretudo as de emergência ou para pessoas com
deficiência e mobilidade reduzida;
IV - estar localizado em ilhas de travessia, exceto pontos de ônibus e
relógios/termômetros digitais;
V - estar localizado em esquinas, viadutos, pontes e belvederes, salvo os
equipamentos de informação básica ao pedestre ou de denominação de logradouro
público.
Parágrafo único. A instalação do mobiliário urbano nos passeios públicos deverá
necessariamente observar uma faixa de circulação de, no mínimo, metade de sua
largura, nunca inferior a 1,50m (um metro e cinqüenta centímetros); nos
calçadões, a faixa de circulação terá 4,50m (quatro metros e cinqüenta
centímetros) de largura. |
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CAPÍTULO IV
DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO
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Seção I
Do Licenciamento e do Cadastro de Anúncios - CADAN
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Art. 24. |
Os anúncios indicativos somente poderão ser instalados após a devida
emissão da licença que implicará seu registro imediato no Cadastro de Anúncios - CADAN. |
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Art. 25. |
O licenciamento do anúncio indicativo será promovido por meio
eletrônico, conforme regulamentação específica, não sendo necessária a sua
renovação, desde que não haja alteração em suas características.
Parágrafo único. Qualquer alteração na característica, dimensão ou estrutura de
sustentação do anúncio implica a exigência de imediata solicitação de nova
licença. |
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Art. 26. |
A colocação de anúncio de finalidade cultural ficará sujeita à
autorização da Secretaria Municipal de Cultura - SMC, dispensando-se seu
licenciamento |
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Art. 27. |
Ficam dispensados de licenciamento os anúncios instalados em
mobiliários e equipamentos urbanos, inclusive quanto ao seu cadastramento no
órgão competente estabelecido no respectivo contrato. |
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Art. 28. |
O despacho de indeferimento de pedido da
licença de anúncio indicativo será
devidamente fundamentado.
Parágrafo único. O indeferimento do pedido não dá ao requerente o direito à
devolução de eventuais taxas ou emolumentos pagos. |
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Art. 29. |
O prazo para pedido de reconsideração de despacho ou de recurso é de 30
(trinta) dias corridos, contados a partir da data da publicação do despacho no
Diário Oficial da Cidade.
Parágrafo único. Os pedidos de reconsideração de despacho ou de recurso não
terão efeito suspensivo. |
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Seção II
Do cancelamento da licença do anúncio |
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Art. 30. |
A licença do anúncio será automaticamente extinta nos seguintes casos:
I - por solicitação do interessado, mediante requerimento padronizado;
II - se forem alteradas as características do anúncio;
III - quando ocorrer mudança de local de instalação de anúncio;
IV - se forem modificadas as características do imóvel;
V - quando ocorrer alteração no Cadastro de Contribuintes Mobiliários - CCM;
VI - por infringência a qualquer das disposições desta lei ou de seu decreto
regulamentar, caso não sejam sanadas as irregularidades dentro dos prazos
previstos;
VII - pelo não-atendimento a eventuais exigências dos órgãos competentes;
VIII - pela ocorrência da hipótese prevista no parágrafo único no art. 25 desta
lei. |
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Art. 31. |
Os responsáveis pelo anúncio, nos termos do art. 32 desta lei, deverão
manter o número da licença de anúncio indicativo ou CADAN de forma visível e
legível do logradouro público, sob pena de aplicação das sanções estabelecidas
nos arts. 40 e seguintes.
Parágrafo único. Os responsáveis pelo anúncio deverão manter, no imóvel onde
está instalado, à disposição da fiscalização, toda a documentação comprobatória
da regularidade junto ao Cadastro de Anúncio - CADAN, da inscrição no Cadastro
de Contribuintes Mobiliários - CCM e dos pagamentos da Taxa de Fiscalização de
Anúncio - T.F.A. |
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Seção III
Dos responsáveis pelo anúncio |
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Art. 32. |
Para efeitos desta lei, são solidariamente responsáveis pelo anúncio o
proprietário e o possuidor do imóvel onde o anúncio estiver instalado.
§ 1º. A empresa instaladora é também solidariamente responsável pelos aspectos
técnicos e de segurança de instalação do anúncio, bem como de sua remoção.
§ 2º. Quanto à segurança e aos aspectos técnicos referentes à parte estrutural e
elétrica, também são solidariamente responsáveis os respectivos profissionais.
§ 3º. Quanto à segurança e aos aspectos técnicos referentes à manutenção, também
é solidariamente responsável a empresa de manutenção.
§ 4º. Os responsáveis pelo anúncio responderão administrativa, civil e
criminalmente pela veracidade das informações prestadas. |
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Seção IV
Das Instâncias Administrativas e Competências
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Art. 33. |
Para a apreciação e decisão da matéria tratada nesta lei, serão
observadas as seguintes instâncias administrativas, no âmbito da competência das
Subprefeituras:
I - Supervisor de Uso e Ocupação do Solo;
II - Chefe de Gabinete;
III - Subprefeito;
IV - Prefeito. |
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Art. 34. |
Compete à Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras - SMSP:
I - supervisionar e articular a atuação das Subprefeituras em matéria de
paisagem urbana;
II - expedir atos normativos e definir procedimentos administrativos para fiel
execução desta lei e de seu regulamento;
III - gerenciar o cadastro único dos anúncios da cidade - CADAN, bem como a
veiculação eletrônica no "site" da Prefeitura para o conhecimento e
acompanhamento de todos os cidadãos. |
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Art. 35. |
Compete à Comissão de Proteção à Paisagem Urbana - CPPU:
I - apreciar e emitir parecer sobre casos de aplicação da legislação de
anúncios, mobiliário urbano e inserção de elementos na paisagem urbana;
II - dirimir dúvidas na interpretação de dispositivos desta lei ou em face de
casos omissos;
III - elaborar e apreciar projetos de normas modificativas ou inovadoras da
legislação vigente, referentes a anúncios, mobiliário urbano e paisagem urbana,
com as justificações necessárias visando sua constante atualização, diante de
novas exigências técnicas e peculiares locais;
IV - propor à Comissão Municipal de Política Urbana diretrizes relativas à
política municipal de proteção e promoção da boa qualidade da paisagem urbana;
V - propor e expedir atos normativos administrativos sobre a ordenação dos
anúncios, paisagem e meio ambiente;
VI - expedir atos normativos para fiel execução desta lei e de seu regulamento,
apreciando e decidindo a matéria pertinente. |
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Art. 36. |
Compete às Subprefeituras:
I - licenciar e cadastrar os anúncios indicativos, inclusive os que já foram
protocolados anteriormente à data da publicação desta lei;
II - fiscalizar o cumprimento desta lei e punir os infratores e responsáveis,
aplicando as penalidades cabíveis. |
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Art. 37. |
Compete à Secretaria Municipal de Cultura - SMC:
I - expedir atos normativos quanto à classificação dos anúncios de finalidade
cultural e quanto às características e parâmetros para anúncios em bens de valor
cultural, conforme definido no inciso VI do art. 6° desta lei;
II - emitir parecer, no âmbito de suas atribuições, quanto ao enquadramento das
situações não previstas ou passíveis de dúvidas;
III - autorizar e fixar condições para a instalação dos anúncios indicativos nos
bens de valor cultural, conjuntamente com a Secretaria Municipal de Planejamento
- SEMPLA, conforme o art. 125 da Lei nº 13.885, de 25 de agosto de 2004. |
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Art. 38. |
Compete à Empresa Municipal de Urbanização - EMURB, quanto aos
elementos da paisagem urbana:
I - propor normas e programas específicos para os distintos setores da cidade;
II - disciplinar os elementos presentes nas áreas públicas, considerando as
normas de ocupação das áreas privadas e a volumetria das edificações;
III - a criação de novos padrões, mais restritivos, de comunicação
institucional, informativa ou indicativa;
IV - elaborar parâmetros de dimensões, posicionamento, quantidade e
interferência mais adequados à sinalização de trânsito, aos elementos
construídos e à vegetação, considerando a capacidade de suporte da região;
V - propor normas e diretrizes para implantação dos elementos componentes da
paisagem urbana para a veiculação da publicidade;
VI - propor mecanismos eficazes de fiscalização sobre as diversas intervenções
na paisagem urbana. |
CAPÍTULO V
DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES |
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Art. 39. |
Para os fins desta lei, consideram-se infrações:
I - exibir anúncio:
a) sem a necessária licença de anúncio indicativo ou a autorização do anúncio
especial, quando for o caso;
b) com dimensões diferentes das aprovadas;
c) fora do prazo constante da licença de anúncio indicativo ou da autorização do
anúncio especial;
d) sem constar de forma legível e visível do logradouro público, o número da
licença de anúncio indicativo ou CADAN;
II - manter o anúncio em mau estado de conservação;
III - não atender a intimação do órgão competente para a regularização ou a
remoção do anúncio;
IV - veicular qualquer tipo de anúncio em desacordo com o disposto nesta lei e
nas demais leis municipais, estaduais e federais pertinentes;
V - praticar qualquer outra violação às normas previstas nesta lei ou em seu
decreto regulamentar.
Parágrafo único. Para todos os efeitos desta lei, respondem solidariamente pela
infração praticada os responsáveis pelo anúncio nos termos do art. 32. |
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Art. 40. |
A inobservância das disposições desta lei sujeitará os infratores, nos
termos de seu art. 32, às seguintes penalidades:
I - multa;
II - cancelamento imediato da licença do anúncio indicativo ou da autorização do
anúncio especial;
III - remoção do anúncio. |
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Art. 41. |
Na aplicação da primeira multa, sem prejuízo das demais penalidades
cabíveis, os responsáveis serão intimados a regularizar o anúncio ou a
removê-lo, quando for o caso, observados os seguintes prazos:
I - 5 (cinco) dias, no caso de anúncio indicativo ou especial;
II - 24 (vinte e quatro) horas, no caso de anúncio que apresente risco iminente. |
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Art. 42. |
Na hipótese do infrator não proceder à regularização ou remoção do
anúncio instalado irregularmente, a Municipalidade adotará as medidas para sua
retirada, ainda que esteja instalado em imóvel privado, cobrando os respectivos
custos de seus responsáveis, independentemente da aplicação das multas e demais
sanções cabíveis.
Parágrafo único. O Poder Público Municipal poderá ainda interditar e
providenciar a remoção imediata do anúncio, ainda que esteja instalado em imóvel
privado, em caso de risco iminente de segurança ou da reincidência na prática de
infração, cobrando os custos de seus responsáveis, não respondendo por quaisquer
danos causados ao anúncio quando de sua remoção. |
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Art. 43. |
As multas serão aplicadas da seguinte forma:
I - primeira multa no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais) por anúncio
irregular;
II - acréscimo de R$ 1.000,00 (mil reais) para cada metro quadrado que exceder
os 4,00m² (quatro metros quadrados);
III - persistindo a infração após a aplicação da primeira multa e a intimação
referidas no art. 41 e nos incisos I e II deste artigo, sem que sejam
respeitados os prazos ora estabelecidos, será aplicada multa correspondente ao
dobro da primeira, reaplicada a cada 15 (quinze) dias a partir da lavratura da
anterior, até a efetiva regularização ou a remoção do anúncio, sem prejuízo do
ressarcimento, pelos responsáveis, dos custos relativos à retirada do anúncio
irregular pela Prefeitura.
§ 1º. No caso do anúncio apresentar risco iminente, a segunda multa, bem como as
reaplicações subseqüentes, ocorrerão a cada 24 (vinte e quatro) horas a partir
da lavratura da multa anterior até a efetiva remoção do anúncio.
§ 2º. Nos casos previstos nos arts. 9º e 10 desta lei, em que não é permitida a
veiculação de anúncios publicitários por meio de "banners", "lambe-lambe",
faixas, pinturas e outros elementos que promovam profissionais, serviços ou
qualquer outra atividade nas vias e equipamentos públicos, as sanções
estipuladas neste artigo serão também aplicadas aos respectivos responsáveis,
que passarão a integrar cadastro municipal próprio, que será veiculado pela
Internet no "site" da Prefeitura, na condição de "cidadão não responsável pela
cidade". |
CAPÍTULO VI
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS |
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Art. 44. |
Todos os anúncios publicitários, inclusive suas estruturas de
sustentação, instalados, com ou sem licença expedida a qualquer tempo, dentro
dos lotes urbanos de propriedade pública ou privada, deverão ser retirados pelos
seus responsáveis até 31 de dezembro de 2006.
Parágrafo único. Em caso de descumprimento do disposto no "caput" deste artigo,
serão impostas as penalidades previstas nos arts. 40 a 43 desta lei:
I - à empresa registrada no Cadastro de Empresas de Publicidade Exterior - CADEPEX que tenha requerido a licença do anúncio;
II - ao proprietário ou possuidor do imóvel onde o anúncio estiver instalado;
III - ao anunciante;
IV - à empresa instaladora;
V - aos profissionais responsáveis técnicos;
VI - à empresa de manutenção. |
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Art. 45. |
Todos os anúncios especiais autorizados e indicativos já licenciados
deverão se adequar ao disposto nesta lei até 31 de dezembro de 2006.
§ 1º. O prazo previsto no "caput" deste artigo poderá ser prorrogado por mais 90
(noventa) dias, caso os responsáveis pelo anúncio justifiquem a impossibilidade
de seu atendimento, mediante requerimento ao órgão competente do Executivo.
§ 2º. Em caso de não-atendimento aos prazos previstos neste artigo, serão
impostas as penalidades previstas nos arts. 40 a 43 desta lei. |
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Art. 46. |
A critério do Executivo, o Cadastro de Empresas de Publicidade Exterior
- CADEPEX poderá ser extinto. |
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Art. 47. |
Novas tecnologias e meios de veiculação de anúncios, bem como projetos
diferenciados não previstos nesta lei, serão enquadrados e terão seus parâmetros
estabelecidos pela Comissão de Proteção da Paisagem Urbana - CPPU. |
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Art. 48. |
O Poder Executivo promoverá as medidas necessárias para viabilizar a
aplicação das normas previstas nesta lei, em sistema computadorizado,
estabelecendo, mediante portaria, a padronização de requerimentos e demais
documentos necessários ao seu cumprimento. |
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Art. 49. |
Os pedidos de licença de anúncios indicativos e de autorização de
anúncios especiais pendentes de apreciação na data da entrada em vigor desta lei
deverão adequar-se às exigências e condições por ela instituídas. |
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Art. 50. |
O Poder Executivo poderá celebrar termo de cooperação com a iniciativa
privada visando à execução e manutenção de melhorias urbanas, ambientais e
paisagísticas, bem como à conservação de áreas municipais, atendido o interesse
público.
§ 1º. O Poder Executivo estabelecerá critérios para determinar a proporção entre
o valor financeiro dos serviços e obras contratadas e as dimensões da placa
indicativa do termo de cooperação, bem como a forma de inserção dessas placas na
paisagem.
§ 2º. Os termos de cooperação terão prazo de validade de, no máximo, 3 (três)
anos e deverão ser publicados na íntegra no Diário Oficial da Cidade, no prazo
máximo de 30 (trinta) dias contados da data de sua assinatura, observadas as
normas constantes desta lei e as disposições estabelecidas em decreto. |
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Art. 51. |
A Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras e as
Subprefeituras poderão celebrar contratos com empresas privadas, visando à
prestação de serviços de apoio operacional para a fiscalização, bem como de
remoção de anúncios. |
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Art. 52. |
A Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras publicará, no
Diário Oficial da Cidade, no prazo de 30 (trinta) dias a partir da publicação
desta lei, todas as licenças dos anúncios indicativos, com a respectiva data de
emissão, número do Cadastro de Anúncios - CADAN, nome da empresa responsável e
data de validade de cada anúncio.
Parágrafo único. Caberá à Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras
a veiculação, pela Internet, das publicações relativas às licenças emitidas por
cada Subprefeitura. |
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Art. 53. |
A Secretaria Municipal de Habitação - SEHAB publicará, no Diário
Oficial da Cidade, no prazo de 30 (trinta) dias a partir da publicação desta
lei, todas as licenças dos anúncios publicitários, com a respectiva data de
emissão, número do Cadastro de Anúncios - CADAN, nome da empresa responsável e
data de validade de cada anúncio. |
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Art. 54. |
O Poder Executivo regulamentará a presente lei no prazo de 60
(sessenta) dias, contados da data de sua publicação. |
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Art. 55. |
As despesas com a execução desta lei correrão por conta das dotações
orçamentárias próprias, suplementadas se necessário. |
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Art. 56. |
Ficam revogadas as Leis nº 10.571, de 8 de julho de 1988, nº 11.613, de
13 de julho de 1994, nº 12.849, de 20 de maio de 1999, nº 13.517, de 29 de
janeiro de 2003, nº 13.525, de 28 de fevereiro de 2003, alterada pela Lei nº
13.687, de 19 de dezembro de 2003, e as Leis nº 14.017, de 28 de junho de 2005,
e nº 14.066, de 17 de outubro de 2005. |
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Art. 57. |
Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, aplicando-se
também a todos os pedidos de licenciamento de anúncios pendentes de apreciação. |
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PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO,
aos 26 de setembro de 2006, 453º da fundação
de São Paulo.
GILBERTO KASSAB, PREFEITO
Publicada na Secretaria do Governo Municipal, em 26 de setembro de 2006.
ALOYSIO NUNES FERREIRA FILHO, Secretário do Governo Municipal |
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